terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Brasil-sil

Despenso esta festa
Que se denomina o país

Que num caos bem depressa
-Com o véu verde e amarelo
Cobrem a realidade a fins
E as precariedades a pressa

Há uma seleção de pessoas
Em tudo nesse brasil
Eles ali
Esses aqui
-Tudo correndo a mil.
E tudo que vemos é a seleção
                                   - do Brasil.

Em manifesto, tudo, não pode parar
Mas na copa da FIFA
É dia de alegria
Vão para casa deixa de fita
É dia de comemorar.

Imagine

No helicóptero é como dentro do mar
Quanto mais forte, mais longe a imensidão

No avião é como no vento um balão,
Suave, mas eu sempre com medo de estourar

E eu sou como os hipócritas são,
Sinta como eu sinto, mas não faça como eu faço
Fecho os olhos e imagino, como pode acreditar.

Quase platônico

Quanto mais sou verdadeiro,
Quanto mais paro de me esconder
Mais eu viro brinquedo.
Como pode não confiar em tudo que tenho à te dizer

Quanto mais amor te dou
Mais falido vou ficando,
Pois não recebo nada em troca
E você fica o desperdiçando.

Menino indiferente

Odeio romances, odeio final felizes
Odeio tudo que não esteja na realidade
Finais felizes minha mente retardada
Romances só se for infelizes

Quero uma história de verdade
Que ele tente e não consiga
Ela dê uma chance, mas por caridade

Ela só sabe mentir, está com ele por bonito
Ele está tão feliz, cego de paixão
Mergulhado no mar da ilusão
"e o meu beijo?" "querido agora não"

Ela trai,ele descobre
Demora um ano para de novo se relacionar
E quando a antiga dor se cobre
Tudo, novamente acontecera.

Olhos abertos, sonhador

Neste mundo é criador
idealista, crítico;
Don juan do amor,
semeador do íntimo.

Sem medo da dor,
é o noivo do ódio
-amante do amor.
Vive sem fronteiras,
viaja das nuvens aonde queira;

Está tarde.
A tampa da caneta encerra o dia,
mas não o desanima,

Pois já sonhou,
entretanto, a cama,
o sono acaba de invadi-lá.

Procura-se

Está tudo escuro, tão calmo
-calmo demais.
Não estou cego,a luz não acabou;
Não enchergo, não sei onde estou.

Tem muitas pessoas ao meu redor,
ao mesmo tempo não tem ninguém.
Está ficando cada vez pior.
-Procura-se um alguém.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Me diz que pode ouvir

Escuta
O silêncio sabe falar
Tem voz de menina bruta
Sempre me fazendo pensar

Escuta
O som da minha mente
Me diz que pode ouvir
Esse barulho confidente
Junto a lua que luta

Essas horas todos brigam
Por um espaço em mim
Silêncio
Vento
Mente
Lua
Inspiração quente

Escuta a lentidão
E os pingos de suor
Nessa noite fria
Lutando por um lugar
Perto do meu eu maior
                        - Coração.

Chuto a mesa
A procura de algo físico
A dor não é a mesma:
Espinho
Risco

Que dor é essa, preta
Que não me faz bem
Mas instiga
Inspira à alguém
Vampira
Que suga e transforma
O sangue na tinta
Da minha caneta.