O teu olhar não me diz nada
Uma agonia que eu carrego
Olho, olho nada discreto
Só olho, sem fala
Dia após dias decifrando-te
Ressabiado em perguntar
Aquele silêncio alegre no ar
Não querendo que me encantasse
Logo, se apresenta um sorriso
Que engrandecia tua alma
- ao tempo peço calma.
E dei um sorriso, amigo
Tudo estava mais visível,
No seu devido lugar?
E porque havia de estar,
Ainda estava inelegível
Olho-te mais um pouco
E fico um pouco sem graça
Percebo que vislumbrar-te
É só o que quero ao todo
Não me entenda mal
Não me passe essa culpa
Posso até pedir desculpa
Pelo meu jeito,
que chamaria de banal.
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